Governo quer aprovação mais rápida de projetos do PDR2020 a partir de abril

 Em Notícias

O ministro da Agricultura, Luís Capoulas santos, adianta que a situação do PDR 2020 deverá estar estabilizada em abril e que a partir dessa data a aprovação dos projetos do PDR2020 será mais rápida.

“Todo o atraso que tínhamos, de mais de um ano, está quase recuperado e pensamos ter até ao final de abril a situação do PDR estabilizada. E a partir daí ter um procedimento muito mais célere na aprovação de projetos”, disse o ministro na sessão de encerramento da conferência “As Novas Culturas e Tendências do Sector Agrícola”, realizada pelo Novo banco, na passada quarta-feira, 22 de Fevereiro, em Évora.

Segundo o governante, o PDR tem “coisas boas e coisas más. As coisas boas é que há uma enorme carteira de investimento, o que quer dizer que o sector é apelativo, para os investidores, há muita gente a querer investir a a aproveitar, obviamente, os estímulos nacionais e da Comunidade Europeia”. Mas realçou que “temos um constrangimento financeiro que é a alimentação da dotação. Foi negociado pelo anterior Governo, e considero uma boa negociação, na qual também participei como deputado europeu, o facto de termos conseguido uma dotação, para 2014 a 2020, de cerca de 8 mil milhões de euros, um pouco menos que no quadro anterior”. “Foi uma excelente negociação, porque o quadro anterior tinha sido negociado para 15 Estados-membros e este para 28. A nossa fatia manteve-se estável à custa da redução da fatia dos outros”, reconheceu Capoulas Santos.

12 mil projetos aprovados

Na sua apresentação, o ministro afirmou ainda que, no âmbito do PDR, “das candidaturas decididas até agora, cerca de 17 mil foram decididas favoravelmente cerca de 12 mil”. Uma situação que Capoulas Santos diz mostrar uma mudança na atividade.
“Chegámos a um momento da nossa vida em que ser agricultor não é exatamente o que era há 30 anos. Há 30 anos, quando entrámos na União Europeia, as pessoas tinham vergonha de ser agricultores, era considerada uma atividade desprestigiante. Dizia-se até que só ia para a agricultura quem não sabia fazer mais nada. Passado este período, ser agricultor passou a ser uma atividade de prestigio. Hoje em dia, o agricultor é visto como alguém que inova, que é competitivo, que tem conhecimentos de mercado, que viaja e a nossa trajetória tem sido impressionante. As nossas exportações crescem há dez anos”, salientou o responsável pela pasta da Agricultura.

“Quem nos diria há uns anos que as exportações de frutos vermelhos ultrapassariam as de pera rocha? Ou que as frutas e os legumes qualquer dia estão a duplicar as exportações dos vinhos. Houve de facto uma reorientação produtiva”, acrescentou, salientando que “todas estas alterações foram importantes para a região do Alentejo, graças aos apoios comunitários e ao projeto do Alqueva”, que transformou as antigas culturas de sequeiro.

Fonte: revista Agricultura e Mar.

Comments
  • Hugo Barbosa (Eng.)

    Efetivamente quando hoje se fala de agricultura, fala-se de inovação tecnológica e de optimização de processos com vista à competitividade no mercado global. Isso dá ao agricultor, um estatuto radicalmente diferente daquele que tinha há 20 anos atrás , o que naturalmente atrai pessoas mais qualificadas para este sector em franco rejuvenescimento.

Deixe o seu comentário

Comece a escrever e pressione "Enter" para mostrar os resultados

UE atingiu recorde nas exportações agroalimentares em 2016Proprietários de terrenos florestais vão ter 2 anos para legalizarem terras