Investigadores desenvolvem contentor que reduz desperdício no transporte de frutas e legumes

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O Centro Tecnológico Aitiip desenvolveu um contentor inteligente para o transporte de frutas e legumes, no mbito do projeto europeu Freshbox, que tem como objetivo reduzir o desperdício durante o transporte. Em coordenação com o Parque de Ciência e Tecnologia de Aula Dei, o projeto tem como objetivo tornar o transporte rodoviário de hortofrutícolas mais sustentável, através da preservação da qualidade dos produtos e da redução da quantidade de desperdício gerado neste processo.

O Segredo está… na Respiração!

De acordo com um relatório da FAO, o desperdício ocorre durante vários estágios (colheita, seleção, transporte, venda e consumo), com 54% do desperdício total a ocorrer nas primeiras fases. o Centro Tecnológico contribuiu para este projeto ao desenhar um novo contentor com uma permeabilidade mais eficiente, graças ao design e à redução otimizada da taxa de respiração dos frutos.

Todos os frutos e legumes respiram, estando ainda na planta ou tendo sido colhidas. Respiram oxigénio e em troca exalam CO2 e vapor de água. A velocidade desta respiração varia dependendo do produto e também de fatores externos como a temperatura ou atmosfera que o rodeia. A chave para manter frescos estes produtos consiste em reduzir a taxa ou velocidade de respiração sem danificar a qualidade do produto (o seu sabor, textura e aparência).
No geral, a taxa de respiração pode ser reduzida mantendo uma temperatura baixa, ou introduzindo níveis menores de oxigénio na atmosfera e aumentando os níveis de dióxido de carbono.

Contudo, as coisas não são tão simples como parecem por esta descrição. Por exemplo, se a quantidade de oxigénio da atmosfera é demasiado escassa, irá ser ativado um processo chamado respiração anaeróbica. Esta vai gerar sabores e odores não desejados no produto e causarão a deterioração do alimento. Para além disso, um excesso de dióxido de carbono pode danificar algumas características do produto.

No projeto Freshbox, os investigadores modificaram a atmosfera interna do contentor graças a umas membranas que controlam os fluxos de ar que entram e saiem do contentor, tendo em conta a respiração e as condições mais favoráveis para manter e, inclusivamente, melhorar, a qualidade dos produtos.

O contentor inclui também substâncias ativas e sensores que ajudar a prolongar o tempo de pós-colheita dos frutos e legumes. Este projeto encontra-se numa fase experimental, estando agora em fase de monitorização dos propótipos desenvolvidos. Para isso, a Aitiip está a validar a eficiência do contentor com vários horotrutícolas, como a uva, e os resultados têm sido positivos.

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