Setor vitivinícola com menos cooperativas, mas mais competitivas

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As adegas cooperativas em Portugal passaram de 125 para 90 nos últimos 20 anos, por problemas financeiros com a abertura dos mercados, mas as que se mantêm reestruturaram-se e são hoje bem-sucedidas a exportar para todo o mundo.

De acordo com Federação Nacional das Adegas Cooperativas de Portugal (FENADEGAS), no início da década de 90, do século passado, quando eram as únicas a comercializar vinhos, existiam 125 adegas e hoje são 90.

Segundo a Secretária-geral da FENADEGAS, Teresa Mata, na década de 90, com a abertura dos mercados e a importação de bebidas, muitas deixaram de ser viáveis economicamente e fecharam ou tiveram de se agregar.

As que se mantêm tiveram de contratar técnicos qualificados, reestruturar-se do ponto de vista tecnológico, apostar na qualidade e certificação dos seus vinhos e alterar as suas estratégias de mercado para serem competitivas.

Lusa Luís Santos, Presidente da Adega Cooperativa de São Mamede da Ventosa, acrescenta que, há 20 anos vendíamos todo o vinho a granel e não tínhamos marcas próprias. Tivemos de criar marcas, marketing e tivemos de investir na modernização tecnológica, não só na parte de vinificação, mas também no engarrafamento, para conseguirmos pôr no mercado um produto de qualidade, por outro lado, há 20 anos a adega vendia grande parte dos vinhos no mercado nacional, enquanto hoje 95% da produção vai para exportação.

Fonte: Agroinfo.pt

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